segunda-feira, 30 de maio de 2016

Terra da Gente: Marmelópolis

Foi um prazer e uma alegria imensa ter recebido a equipe do Terra da Gente na minha cidade, em Pedralva, sul de Minas Gerais. Bom mesmo, numa segunda oportunidade de participação minha no programa foi ter conhecido uma simpatia de pessoa, o Sr. Maeda. Um japonês dono da pousada (1.500 metros de altitude) onde nos hospedamos e que foi o centro e figura primária das gravações.
A cidade de destino desta vez foi Marmelópolis, também no sul de Minas Gerais, limítrofe com o estado de São Paulo, encravada na Serra da Mantiqueira.


Localização Pousada Maeda


A pousada é muito bem localizada, abaixo do ponto mais alto daquelas imediações, o "Marinzinho (2.432 metros de altitude)". Maeda construiu sua vida por aquelas bandas, escalando, explorando e abrindo trilhas, utilizando-se de sua larga experiência como montanhista. Sendo assim, montou um museu em sua própria pousada o que possibilita ao hóspede e/ou turista registrar suas andanças através de fotos e equipamentos de montanha deste senhor que já andou muito por esta América do Sul ainda quando jovem. Até que o destino lhe reservou cair de para-quedas numa cidade pacata do sul de Minas Gerais. Maeda, ao lado de sua esposa Karina, dedicou sua vida a pousada e as belezas daquela região. Desbravou as trilhas as quais hoje muito são utilizadas e apreciadas pelo turismo - do Marins à Pedra da Mina entre outros lugares paradisíacos típicos da Serra da Mantiqueira que nos contemplam com a altitude, o frio, a biodiversidade e a paz de espírito. 
Maeda representa o homem do campo das montanhas - a humildade e tranquilidade de quem preserva a natureza e ama o que faz.

     Foto: Fernando Capela

Sr. Maeda



     Foto: Fernando Capela

Pousada Maeda e o Marinzinho ao fundo.


     Foto: Terra da Gente

Equipe da reportagem






A Pousada Maeda está localizada no bairro Serra dos Ramos. Telefones para contato: Fone (19) 32526834 ou (35) 99498803 
Marmelópolis - MG.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Observação de Aves - Saiba mais!

A observação de aves ou birdwating, é uma prática que envolve milhões de pessoas em todo o mundo. Nenhum outro grupo animal silvestre exerce maior atração sobre as pessoas, para a sua simples contemplação.
A observação de aves é uma importante atividade de conexão entre ciências biológicas, turismo e educação ambiental. É uma alternativa de lazer o qual vem sendo aos poucos divulgada no Brasil. A atividade traz estímulo intelectual e espiritual, envolvendo caminhadas ao ar livre, com maior ou menor grau de dificuldade e contato com a natureza. Ou seja, reúne ingredientes que reconhecidamente são fundamentais para melhorar a qualidade de vida das pessoas e desenvolver o turismo local.
A observação de aves é um segmento da atividade turística, que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva a sua conservação e busca a consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas. É uma excelente atividade que influi positivamente no estado físico e emocional das pessoas. É a conexão direta com o meio natural, praticando exercício e estimulando o conhecimento.


No Brasil essa atividade vem ganhando força nos últimos anos devido a sua grande diversidade de espécies.  É uma atividade bastante difundida na Europa e América do Norte, o qual tem gerado mais de 30 bilhões anuais na economia só nos Estados Unidos.  A prática de observação da fauna é considerada a prática mais sustentável dentre todas as que são identificadas como ecoturismo, e, destas, a observação de aves constitui a mais difundida e a mais amplamente praticada em todo mundo, principalmente, nos países mais desenvolvidos.  
Todo lugar é interessante de se ver aves, mas certamente as unidades de conservação são os preferenciais, por serem em geral áreas naturais preservadas. A Mata Atlântica, por exemplo, é conhecida mundialmente por sua grande biodiversidade.
Vale ressaltar que a prática de observação de aves não se limita apenas às pessoas formadas nas áreas de biologia, meio ambiente ou turismo. Qualquer pessoa é capacitada para a prática contanto que se posicione de forma satisfatória de seus atos e conduta perante a natureza.


terça-feira, 12 de abril de 2016

A Observação de Aves como Atividade Contemplativa

O ecoturismo possui diversas modalidades sempre associadas ao lazer e ao meio natural. Suas atividades visam de forma sustentável preservar o patrimônio cultural natural, bem como incentivar a preservação e a conservação. 

A observação de aves segue uma vertente contemplativa do ecoturismo. As caminhadas no meio natural, enfim, ganharam outro sentido e novas interpretações.  Para que isso ocorra, é preciso que informações mais detalhadas sejam passadas adiante, como enfoque científico ou mesmo no sentido holístico a estes visitantes ávidos por conhecimento e paz interior.

A premissa básica da observação é a capacidade de perceber o mundo visual por meio de observações, aguçar os sentidos de forma a registrar silhuetas, linhas de voos, padrões de cores, descrição de hábitos comportamentais e o registro pelo sons através da habilidade auditiva. 

Tais experiências são atributos necessários para o desenvolvimento sustentável. Escutar e observar é o contato divino com a vida no seu meio natural, bem como é o ato  de conscientização preservacionista. 

Nesse contexto, a percepção dos sentidos na natureza, dada a importância e responsabilidade o qual o homem se insere em seu meio, remete-o a uma visão holística, ligando-o a essência divina da natureza contribuindo para que potencialize o seu bem estar físico e mental. 


                             
                                        
                                                beija-flor-de-peito-azul (Amazilia lactea)


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Conduta Ética do Observador

Deve-se considerar, como premissa básica da observação, que nenhuma ave deverá ser incomodada. A aproximação diante de ninhos e aves em processos reprodutivos deverão ser evitados. A observação responsável tem como objetivo fazer com que o observador leve uma imagem satisfatória da atividade. Levando-se em consideração a preservação e o bom estado ambiental. O observador como um ecoturista nato deverá evitar qualquer tipo de dano ao local utilizado para a prática.
O andar deve ser silencioso, pois gestos rápidos e bruscos assustam as aves. No interior de mata, o andar deve ser mais cauteloso, devido as folhas secas e galhos no solo. Quanto mais lento for os movimentos maior a chance de se aproximar das ave. Ansiedade é um defeito que não compactua com a observação de aves. O ansioso quer ver a espécie o mais rápido possível, perde a paciência, faz barulho até resolver ir embora. É certo afirmar que a própria prática, com o tempo, serve de terapia para extirpar  a ansiedade. As primeiras vezes podem ser frustrantes, devido a inquietação das aves, principalmente as de ambientes mais florestais. À medida que o observador vai aumentando suas saídas pra campo os sentidos vão aumentando proporcionalmente. 
Por questão de segurança, sempre é bom fazer os passeios de observação acompanhado por uma ou algumas pessoas. A limitação de pessoas facilita também no bom andamento da observação, pois, menos pessoas menos chance de afugentar as aves. 
A tolerância das aves com a presença humana vai depender da espécie ou da época do ano. Portanto, o observador deverá ter cautela para não alterar o comportamento das aves como evitar falar demais e elevar o timbre da voz. Somente se faz necessário a comunicação com assuntos relacionados sobre a observação.
As Leis são excelentes suportes que dão respaldo as atividades de observação. Conhecer as Leis de Conservação e Proteção são requisitos básicos para o observador que almeja colecionar avistagens. Pois, o observador, como ecoturista possui a credencial de que essas Leis não sejam esquecidas.

- Lei da Área de Proteção Ambiental – número 6.902 de 27/04/1981.
- Lei de Crimes Ambientais – número 9.605 de 12/02/1998.
- Lei das Florestas – número 4.771 de 15/09/1965.
- Lei da criação do IBAMA – número 7.735 de 22/02/1989.
- Lei Patrimônio Cultural – decreto-lei número 25 de 30/11/1937.
- Lei da Ação Civil Pública – número 7.347 de 24/07/1985.


domingo, 10 de abril de 2016

Equipamentos, acessórios e vestuário

A observação e o reconhecimento das espécies de aves pode ser feita em grande parte pela simples visualização e escuta, no entanto, o uso de diversos equipamentos poderão ser muito úteis.

1. Gravação
A vocalização das aves é de suma importância na identificação das espécies, principalmente quando a ave não é vista em campo. Ademais, é um excelente método de diferenciação das espécies, das famílias o qual propicia ao observador deslumbrar no mundo de uma infinidade de sons e vozes de suas espécies respectivas.
Quando desconhece-se a voz basta utilizar um gravador qualquer e depois identificá-la. Necessário, porém, tentar memorizá-la para a próxima vez que ouvi-la. Detalhe, quando a atividade é estimulante e o observador se vê muito entusiasmado em conhecer as aves, dificilmente ele esquece aquela vocalização. Com o tempo, o observador aprende a diferenciar os sons começando pelas espécies comuns. 
O observador poderá usar um gravador Panasonic RR-US 551, 570 e 571; um microfone unidirecional  Yoga HT - 81 acoplado ao gravador.
Para facilitar a tarefa, o observador poderá fazer um cadastro no site do http://www.wikiaves.com.br e posteriormente depositar o áudio da gravação no próprio site. Em seguida, esperar que os moderadores e observadores do site identifiquem aquele áudio. 

2. Playback

Método utilizado como chamariz, ou seja, atração de uma determinada espécie pela sua própria voz. Muitas aves são territoriais e atendem ao chamado gravado delas próprias. A utilização desse recurso ganha importância quando o observador utiliza do áudio para amplificá-lo com o intuito de atrair a espécie desejada. A amplificação do som pode ser feita pelo próprio gravador ou por um celular ou por um ipod, estes, acoplados ao amplificador. A caixa amplificadora para reproduzir o canto pode-se utilizar-se de um TSI Supervoz DA 623.
Leva-se em consideração as épocas de vocalização de determinada espécie a ser atraída, pois fora de sua época (geralmente nos períodos de reprodução) a reprodução de seu áudio poderá gerar problemas comportamentais na espécie. Mesmo em épocas reprodutivas, o uso do playback deve ser utilizado de modo moderado e não exagerado. Quanto  menos estressar a espécie alvo, melhor. Haja vista a conduta de respeito com o ambiente o qual se faz um observador e premissa básica de qualquer modalidade do ecoturismo. Em se tratando de observação de aves os cuidados deverão ser mais intensificados.

3. Máquina Fotográfica
Possui a vantagem de conseguir capturar mais facilmente e com maior precisão as informações visuais a respeito da ave. Uma boa foto pode ajudar muito na identificação da espécie além de servir como material científico.
Para os amantes da fotografia, existem inúmeras câmeras e lentes eficientes que suprem a necessidade artística do fotógrafo. Em se tratando de avifauna, alguns ornitólogos e fotógrafos recomendam câmeras Nikon da linhagem DSLR, profissional, acoplada a uma lente 300 mm f2.8. Lembrando que as semi-profissionais também proporcionam fotos interessantes, como a Nikon da linhagem COOLPIX.
Vale ressaltar que o uso de máquinas fotográficas se limita às vezes por uma atividade separada da observação, pois o interesse do observador, no caso, é único e exclusivo apenas para tirar fotos, o que certamente interfere quando o intuito da prática se resume no máximo registro de espécies. 

4. Binóculo
As principais características de um binóculo recai sobre sua capacidade de ampliação e luminosidade. Tais características vem assinaladas no binóculo, como por exemplo, 10X35. O primeiro número significa que o grau de ampliação é 10 vezes. Recomenda-se graus de ampliação entre 7 a 15 vezes, no caso de binóculos de mãos. Pois, com um binóculo pesado, as mãos ficam trêmulas e com um número de ampliação muito alto, a imagem treme e conseqüentemente desfavorece a observação.
O segundo número indica o diâmetro da objetiva. Quanto maior for o número do diâmetro da objetiva maior será a entrada de luminosidade. De certa forma, a imagem observada ficará mais nítida. 
Para o observador iniciante sugere-se um binóculo de uso universal 8X42, ou para os mais experientes um binóculo de 10X50, bem prático para trilhas de interior de matas.

5. Guias de Campo
O livro ou guia de campo é indispensável para a identificação das espécies as quais se observa. É um livro, preferencialmente de bolso, de caráter enciclopédico que contém ilustrações ou fotos das aves do país e/ou determinada região com textos explicativos de cada espécie esmiuçando dados de distribuição, habitat, características morfológicas e alimentares.

Livros guia.

Registro da espécie em campo e consulta da mesma especulada por meio do livro guia.

6. Listas de Espécies
Dependendo do local ou região o qual vai se observar, o uso de listas secundárias de espécies estimadas da região será muito útil, já que indica o que se esperar da atividade. Importante fazer um estudo prévio da lista antes de sair pra campo, pois facilita na identificação e registro das espécies. Caso surja dúvidas na identificação consultar o livro guia, ou posteriormente, por meio das fotos e/ou gravações consultar sites especializados ou mesmo alguns especialistas.

7. Caderneta de Campo
Para o observador que se interessa em anotar as espécies registradas o uso de caderneta também é indispensável. Às vezes utilizada para fazer anotações do local, do número de gravação ou foto; pode ser usada para  fazer ilustrações quando se tem dúvidas na identificação de uma espécie, ou até mesmo anotação de dados ambientais, tipo de mata, área aberta, ou interior de mata. Tais anotações, seja do ambiente ou da ave, poderá ser comparado com a literatura especializada. Sendo assim, a caderneta deve ser diminuta, para facilitar na locomoção e adequação dos equipamentos. De preferência o observador deverá transportá-la no bolso de uma calça ou casaco apropriados.
OBS: Para que não estrague rapidamente livros e cadernetas devem ser protegidos por uma capa plástica contra chuva, orvalho, etc.


8. Vestimenta

A vestimenta deve ser discreta, para não espantar as aves. Basta que seja de algum tom de verde ou marrom, camuflando-se com o ambiente. As roupas devem ser leves cômodas que permitam maior liberdade de movimentos. As roupas devem ser apropriadas para proteger contra espinhos, galhos, insetos, folhas de características alérgicas e a prova d’água.
Os calçados devem ser confortáveis, a prova d’água e que permitam melhor aderência ao terreno. Sempre necessário a utilização de chapéu ou boné, para proteção contra radiação solar. Sempre que possível carregar na mochila (modelos ataque), um protetor solar e repelente junto a uma garrafinha d’água ou mesmo um cantil. Perneiras devem ser lembradas, para a proteção das canelas contra ataques de cobra.
Caso tenha que tomar alguma medicação mantenha os remédios sempre as mãos, em se tratando de “andar no mato” tudo é possível! Especialmente quando a pessoa é alérgica a picada de insetos.





sábado, 9 de abril de 2016

Quando observar Aves

Basicamente, podemos avistar aves a qualquer hora do dia, em qualquer época do ano.  Alguns horários são melhores para a observação, pelo fato de que as aves estão mais ativas, como ocorre logo nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas do dia (entre 06:00 às 10:00 e no final da tarde, das 15:00 às 18:00 horas). No entanto, muitas espécies estão ativas durante todo o dia e há, naturalmente, as espécies noturnas.
Também há épocas do ano melhores para as observações, que são os períodos reprodutivos que se iniciam no final do inverno boreal, início da primavera estendendo ao longo do verão, o mesmo dizer período chuvoso.


                                


                                              sabiá-do-banhado (Embernagra platensis)


sábado, 26 de março de 2016

Ilustração Científica

A ilustração científica por meio de desenhos e ilustrações representa um ramo da biologia que explora, de forma minuciosa, os ambientes naturais e os espécimes da flora e da fauna. A sua característica principal é a fidelidade e exatidão dos traços em suas cores, formas e textura, o que garante o reconhecimento e identificação a serviço das ciências. 
As ilustrações são muito utilizadas, normalmente, em teses e artigos voltados para a área ambiental. Podem ser muito comuns em livros guia ou didáticos de espécies, tanto na botânica quanto na fauna, onde o autor opta pela ilustração ao invés de utilizar fotos.


                                         
                                            Ilustração: Fernando Capela
                                            papa-taoca-do-sul (Pyriglena leucoptera)
                                            Técnica: Lápis de cor aquarelável


Exitem várias técnicas e materiais a serem utilizados os quais necessitam de um rigor técnico, detalhamento profundo e conhecimento científico do objeto a ser desenhado. Geralmente esses ilustradores são biólogos, artistas plásticos ou grandes apreciadores da natureza, o que facilita o conhecimento das estruturas do objeto, de cada parte do corpo animal ou vegetal. Para essas pessoas, capacitadas para tal tipo de ilustração e/ou desenho, sua forma de observação é diferenciada.
É uma atividade carregada de emoção e sensibilidade, já que esses aspectos são visivelmente observados nas obras. Além disso, ganha muitas vezes um caráter artístico e estético, sem interferir, é claro, no seu fundamento científico.

                             
                                 Ilustração Fernando Capela, reprodução foto de Edson Endrigo.
                                 suruacuá-de-barriga-amarela (Trogon rufus)
                                 Técnica: lápis de cor aquarelável e giz pastel seco


A ilustração científica foi muito difundida aqui no Brasil por naturalistas europeus nos séculos XVII, XVIII e XIV. Para retratar seus trabalhos e compilar informações esses utilizaram de várias técnicas de ilustração, das mais diversas pinturas, feitas principalmente a óleo. Muitas dessas obras podem ser registradas no instituto Itaú Cultural localizado na Avenida Paulista, São Paulo - SP. 

quinta-feira, 10 de março de 2016

Guia e Cursos

O município de Pedralva e imediações da Serra da Pedra Branca compreende 248 espécies de aves até agora registradas. Nesse contexto e com locais chaves, propícios para observação, é que estou disponível e apto para guiar turistas observadores nos locais já citados. 
                                
Em casos de per noite nos locais de observação, nós da empresa Contemplar Minas acomodamos as pessoas em nossas instalações e fechamos um pacote com almoço, jantar e coffee break. Oferecemos também cursos diversos voltados para vivências holísticas e ecológicas, e claro, oferecemos um curso de observação de aves para iniciantes. 
Para mais informações entre em contato comigo, endereço na parte inferior deste blog ou com a nossa empresa, pelo blog: http://contemplarminas.blogspot.com.br/. O endereço deste também está disponível no canto superior esquerdo deste blog.   

Nossas instalações são simples, porém aconchegantes. Ressalva para a Cabana do Jacu onde a possibilidade de um per noite se resume a utilização de barracas.

Para maior comodidade, caso queira o cliente, a cidade oferece serviços de hotelaria:



Panela Velha Restaurante e Hotel
Avenida Pres. Tancredo Neves, 1199, Anhumas. Telefones: (35) 3663-1437; (35) 99815-9860

Pousada do Tatinha
Rua José de Oliveira Lopes, 483, Bairro São José.
Telefones: (35) 3663-1567; (35) 99817-9993

                         


Curso de Observação de aves para iniciantes

OBJETIVOS

Consolidar a observação de aves como segmento turístico no município de Pedralva, oferecendo ao turista opções de estadia em locais distintos para a prática, enaltecendo o potencial ecológico da região e suas imediações.

Além disso, promover a integração e socialização dos participantes nos princípios das ciências biológicas, ecologia das aves, bem como, os métodos utilizados para observação


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Estimular a atividade de observação de aves.
  • Proporcionar conhecimento
  • Estimular e valorizar o turismo ecológico da região

JUSTIFICATIVA

Observar aves é uma atividade sustentável, auxiliando no papel de preservação e educação ambiental. É o contato direto com a natureza,  proporcionando saúde mental espiritual, esporte e lazer. 

O curso está dividido em duas partes: teórico e prático. Como o curso é para iniciantes se faz necessário uma carga mais pesada na teoria para o participante ou cliente melhor compreender o universo das aves. 
A parte teórica está estruturada em forma de palestra e bate-papo com os participantes no intuito de avaliar os seus conhecimentos e instruí-los na prática de campo.

CONTEÚDO TEÓRICO:

1. AS AVES

1.1. O que são aves?

1.2. Origem

1.3. Morfologia

1.3.1. Asas, penas e caudas

1.3.2. Bicos e Pernas

1.3.3. Mudas

1.4. Localização das Aves

2. BIOLOGIA

2.1. Importância e Alimentação

2.2. Migração

2.3. Reprodução

3. CLASSIFICAÇÃO DAS AVES

3.1. Taxonomia

4. OBSERVAÇÃO DE AVES

4.1. Conceito

4.2. Importância do Observador de Aves

4.3. A Observação de Aves como Atividade Contemplativa

4.4. Equipamentos

4.5. Vestimenta

4.6. Conduta e Ética do Observador



A parte prática se dará no final da tarde dos sábados e uma atividade prática aos domingos de manhã. Será abordado algumas técnicas de observação, confecção de listas e postura em campo.
O curso está programado para ser realizado aos sábados e domingos. Aos sábados das 08:00 às 12:00, parada para almoço e retorna às 13:00 até 18:00. Aos domingos, reinicia às 07:00 até às 12:00 para finalizar.



Pedralva no Terra da Gente

Em 2009, a Cemig, Companhia Energética de Minas Gerais S.A. decidiu implantar uma linha de transmissão passando pela Serra do Barreiro, cruzando a Serra da Pedra Branca. O Barreiro é uma serra paralela a Serra da Pedra Branca constituída de um grande fragmento de mata atlântica no município detentora de grande biodiversidade. Na época, com a ong Grupo Excursionista Pedra Branca, decidimos criar um laudo técnico da biodiversidade local para barrarmos as pretensões da Cemig. 
O que nos chamou a atenção foi o aparecimento do sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita), espécie endêmica da região Sudeste em vias de extinção, categoria vulnerável (VU) pela lista de espécies ameaçadas pelo COPAM (Conselho Estadual de Política Ambiental) e pela IUCN red list. É bem verdade, a espécie é muito comum na região, abrangendo poucas cidades, já que a invasão do sagui-de-tufos-pretos (Callithrix penicillata) pode ser a principal causa da ausência desse sagui em grande parte do Sudeste.
Lembro-me que esse sagui nos chamou mais a atenção foi pela sua peculiaridade, um tanto diferente dos outros membros da família o que logo me veio a cabeça entrar em contato com o Terra da Gente, um programa semanal, do grupo EPTV, afiliada da rede Globo.
Mandei um e-mail para o programa um tanto despretensioso, achando que não teria um retorno satisfatório.  Descrevi o sagui e sua particularidade por aqui. Tempos depois recebo uma resposta do produtor do programa me escrevendo: "me fale sobre o macaco." Logo após, o Terra da Gente pisava em Pedralva, em setembro de 2015, encabeçado pelo repórter Eduardo Lacerda para ver o sagui e retratar a biodiversidade da região, especialmente a Serra da Pedra Branca.






Pouco se sabe sobre a biologia desse primata. Ainda pouco descrita pela literatura, não sabemos ao certo o grau de interferência de suas populações. O fato é que a espécie perdura na região e pode ser observada em qualquer fragmento de mata.  


                                Foto: Devanir Gino

saguí-da-serra-escuro (Callithrix aurita).



Um dado interessante abordado na reportagem foi essa pererequinha de inverno. Pouco descrita pela ciência e provável residente da região de Poços de Caldas - MG, a espécie se limita numa localidade da Serra da Pedra Branca se estabelecendo em uma área de apenas 50 m².


                                          

Scinax sp.


A degradação ambiental, ostensiva pelo homem nas últimas décadas fez com que áreas florestais milenares deixassem de existir. Essas áreas, designadas matas primárias, são consolidadas como raras e altamente biodiversas, especialmente pelo histórico local, ou seja, foram centenas de anos de acúmulo de matéria orgânica, ciclagem de nutrientes e fluxo de energia. 
A Serra do Barreiro possui uma pequena área em que é possível detectar uma mata primária. Árvores enormes, com pouca vegetação no solo e grande quantidade de palmito-juçara (Euterpe edulis), espécie ameaçada dependente de áreas úmidas e sombreadas.


                                           


jequitibá (Cariniana sp.).

terça-feira, 8 de março de 2016

Serra da Pedra Branca e locais para Observação de Aves


Pedralva está localizada no Sul de Minas Gerais, no maciço da Serra da Mantiqueira (22º 14’ 34.53” S; 45º 27’ 56.05”). A área total do município é de 217,989 Km², sendo que desses são 3 Km² de área urbana. Pedralva apresenta clima mesotérmico (tropical de altitude), com temperatura média de 19ºC. Possui topografia do tipo montanhosa e o bioma que predomina é o da Mata Atlântica. As florestas são do tipo estacional semi-decídua e ombrófila mista (associação com araucárias), ocorrendo também campos de altitude e áreas alagadas.  


                                          

 Cidade de Pedralva com vista para a pedra do Pedrão.



    IBGE, 2015

 Localização do município de Pedralva no sul de Minas Gerais.


  

Serra da Pedra Branca

A Serra da Pedra Branca é um maciço montanhoso, parte interior da Serra da Mantiqueira, compreendendo três municípios, Pedralva Conceição das Pedras e Cristina. É o maior fragmento de mata atlântica do município destacando-se a floresta estacional semi-decídua. Sua altitude chega aos 1.849 metros predominando em seu cume uma vegetação mais rasteira, o qual podemos denominar campos de altitude. 

                                 
                                          
                                              Vista da Serra da Pedra Branca, face sul, Pedralva - MG.


                                                                         

     Paisagem campo de altitude, cume da Pedra Branca. Vegetação propícia para beija-flores, o qual indicado abaixo.


                                         
                                                    beija-flor-de-papo-branco (Leucochloris albicollis).




Locais Preteridos para a prática de observação de aves



    Google Earth, 2015.

 Localização Sítio Nossa Srª da Paz e Ecovila São Francisco na Serra da Pedra Branca.



A Ecovila São Francisco, situa-se no bairro Pedra Batista (22º 11’ 12.55” S; 45º 22’ 41.77”), localizada no pé da Serra da Pedra Branca. O local apresenta algumas áreas abertas ocupadas por pastagens de criação bovina e fragmentos de mata em vários locais, os quais acompanham um riacho proveniente das grotas que insurgem desta face da Serra da Pedra Branca.   

                              Foto: Ana Bustamante

 Sede Ecovila São Francisco.


                                        Foto: Ana Bustamante

 Vista Serra da Pedra Branca Ecovila São Francisco.


      Fotos: Fernando Capela

 Da esquerda pra direita saí-andorinha (Tersina viridis); saracura-do-mato (Aramides saracura).


O Sítio Nossa Srª da Paz (22º 11’ 09.89” S; 45º 22’ 41.77” O) localize-se também na face sul da Serra da Pedra Branca numa altitude de 1.307 metros, em meio a áreas abertas com pastagens e grandes porções de fragmentos distintos, entre eles a crista da Serra, mata estacional semi-decidual e matas em estágios avançados de regeneração, além de contar com uma porção de ombrófila mista (associação com araucárias). A localização permite fazer observações em sua via de acesso.


                                          
 Vista da crista da Serra da Pedra Branca.



                                          
 Sede do sítio em meio a Serra da Pedra Branca.


                                           
 Via de acesso ao sítio apta para observação de aves.



                                
 maria-preta-de-garganta-vermelha (Knipolegus nigerrimus).


Face Norte da Serra da Pedra Branca, Conceição das Pedras - MG.


A face norte da Serra da Pedra Branca, acesso pela rodovia MG-458, Pedralva/Conceição das Pedras, caracteriza-se pela maior quantidade de matas, em destaque para a araucária (Araucaria angustifolia). A vegetação é mais seca, predominantemente serrana, diferenciando o clima, flora e fauna em relação a face sul. 

A Cabana do Jacu (22º 09' 36.65" S; 45º 22' 47.24" O) é um ponto estratégico para observações de aves, pois esta se encontra encravada em meio ao fragmento contínuo de mata localizada no pé da serra em suas partes mais rochosas. O local possui acessos e/ou vias para as propriedades locais, os quais se entrelaçam no interior das matas. Tal fato facilita a prática de observação de aves nas vias, geralmente planas e margeadas pela mata. 


                                          
 Face norte da Serra da Pedra Branca, Conceição das Pedras - MG.

                                           

 Cabana do Jacu.


                                           
 Vias de acesso aptas para observação.


       Google Earth, 2015

 Localização Cabana do Jacu, Conceição das Pedras - MG.



Observação pela trilha de acesso a pedra


A trilha de acesso ao cume da pedra ou a crista guarda surpresas e uma caminhada excelente pela vegetação serrana em estado médio e avançado de regeneração em alguns pontos mais baixos, já que parte desta vegetação era pasto. Ótima oportunidade para observar aves como a tesoura-cinzenta (Muscipipra vetula), choquinha-de-dorso-vermelho (Drymophila ochropyga) e sanhaço-frade (Stephanophorus diadematus).

                                          
 Início da trilha rumo as partes mais altas.


                                          
 Vista da pedra da Geni.